Hama beads: temperatura e tempo no ferro

Ferro morno, sem vapor, papel no meio, movimentos circulares pequenos — até as miçangas grudarem só nas bordas.

Ajuste o ferro para morno (algodão, sem vapor, uns 150 °C) e espere esquentar por completo. Vapor é o erro mais comum: empena o papel e desloca as miçangas por baixo dele.

Coloque o papel por cima e mova o ferro em círculos pequenos por 10 a 20 segundos, sem apertar. Dá para ver pelo papel os furos das miçangas se fechando — esse é o momento de parar.

Deixe esfriar na horizontal, com um livro em cima, senão empena. Depois vire e passe o verso por menos tempo: uma vez basta se a peça for só pendurada, duas se for manuseada.

Observe através do papel. As miçangas são anéis, e o que você está esperando é o momento em que os anéis se fecham e as bordas de cima só se tocam. Quando cerca de três quartos delas tiverem fechado, pare — o calor residual termina o resto enquanto esfria.

Derreter demais é o erro sem volta: os furos somem, as cores ficam foscas e desbotadas, e a peça toda afina e se espalha. Uma peça pouco derretida pode voltar para debaixo do ferro. Uma que passou do ponto está acabada.

Deixe esfriar na horizontal, com um livro ou uma tábua em cima, por um ou dois minutos. Se você levantar ainda quente, ela empena, e depois de empenada e fria, fica assim para sempre. É a etapa que as pessoas pulam e depois culpam o ferro.

Depois vire e passe o verso, por bem menos tempo do que a frente — a peça já está quente e o segundo lado leva metade do tempo. Um lado basta para algo que vai ficar pendurado numa parede ou numa árvore; faça os dois para um porta-copo, um chaveiro, ou qualquer coisa que uma criança vai carregar.

Dois detalhes que importam com crianças: a peça continua quente o bastante para queimar por uns bons trinta segundos depois que o ferro sai, e plástico derretendo tem cheiro. Abra uma janela, e passe você mesmo a ferro, mesmo quando elas fizerem toda a montagem.